Educação de qualidade. Direito de todos, luxo de poucos!




Por Lucas Tomas
Fonte: Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica, 12º Ed. Campinas; Moran, José Manuel.

Há uma preocupação do ensino de qualidade no Brasil maior que a educação de qualidade. Os dois são conceitos diferentes, no ensino são organizadas várias atividades didáticas para melhorar a compreensão em áreas especificas do conhecimento, já na educação o foco principal é integrar ética, qualidade nos atos de cidadania e visão de totalidade.

Existe uma cobrança muito grande sobre o ensino, tendo várias escolas e universidades sendo postas como modelo de qualidade. Mas o correto á dizer é que temos algumas instituições com áreas de relativa excelência. Mas um conjunto completo de instituições de ensino de qualidade está longe de ser vista no Brasil.

Ensino e educação de qualidade envolvem diversas circunstâncias atenuantes, como: Relação de afeto aluno/professor; Orientação inovadora, aberta e dinâmica; infraestrutura adequada, confortável e de qualidade, entre outras.

Tudo isso custa muito caro, esta é a causa de apenas uma pequena parcela da população ter acesso ou é pouco subsidiada pelo poder publico. O Governo até poderia investir nesses valores, porém demoraria décadas para ser disponibilizado para toda a população, e também precisa de um fator fundamental para ocorrer... A intenção do poder publico colocar em pratica.

Todos sabem das falhas em nosso sistema de educação, porém ele é muito pior do que é divulgado. Mesmo os ‘melhores’ centros de ensino são bastante desiguais em suas metodologias, formas de avaliação e projetos pedagógicos. E quando se destaca de alguma forma se auto classificam como modelo padrão de qualidade para os demais. É muito fácil vender um caminhão de uvas podres dando como amostra um cacho perfeito, não é mesmo?

“Temos um ensino em que predomina a fala massiva e massificante, um número excessivo de alunos por sala, professores mal preparados, mal pagos, pouco motivados e evoluídos como pessoas.” Afirma José Manuel Moran.

Outro fato, a maioria dos alunos pensam mais em se formar e ter o seu diploma, sem se preocupar em absorver o conhecimento, fazem apenas o suficiente para ser aprovado e acha ruim quando um professor exige um pouco mais de raciocínio do seu pouco utilizado cérebro.
Sei que é uma afirmação pesada e polêmica, mas é verdadeira. E isso se deve ao nosso nível de educação, cultura e busca por melhorar. Cada cidadão tem o poder em mãos, cabe a quem interessar buscar melhorar, para ai sim saber o que deve exigir do Estado que o rege.

Não devemos nos contentar com o pouco que recebemos, não podemos ser medíocres, merecemos sim educação publica de qualidade, merecemos sim deixar nosso metro quadrado de segurança e dar um passo para a zona de confronto em busca do melhor para a população.